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Governo pretende liberar cópia de músicas e de livros

quinta-feira, 12 de novembro de 2009 · 0 comentários

BRASÍLIA – Guardada a sete chaves, a nova lei de Direitos Autorais, redigida pelo Ministério da Cultura, vai autorizar, pelo menos, duas práticas usuais dos jovens brasileiros. Pretende permitir, por exemplo, que os interessados em realizar fotocópias de um livro o façam da publicação completa e não apenas de pequenos trechos, como é hoje. Também vai criar uma forma legal de autorizar a cópia de músicas para aparelhos de MP3, o que hoje é ilegal e considerado pirataria.

Em entrevista ao iG, o diretor de Direitos Intelectuais do Ministério da Cultura, Marcos Alves, antecipou que o texto vai buscar o equilíbrio entre a proteção aos titulares das obras e o direito do cidadão de ter acesso à cultura. “Temos uma lei muito restritiva hoje e precisamos mudar isso”, afirma. “Um universitário que quer copiar um livro acaba incorrendo em crime se xeroca a publicação inteira”, avalia. Pela proposta, será permitida a cópia de livros e a livre utilização, desde que essa cópia seja para fins educacionais, não para a utilização econômica.

“O mesmo vale para alguém que comprar um CD de algum artista e o copia para MP3. Mesmo se a pessoas pagou pelo produto, se copiar a música na íntegra é pirata”, completa. Em ambos os casos, a solução apontada pelo Ministério da Cultura é semelhante. A ideia é fazer um fundo de reserva de recursos alimentado com taxação dos produtos. Ou seja, um percentual pago à copiadora iria para um fundo destinado a reembolsar os autores e as editoras.

O mesmo argumento serve para quem abastece os aparelhos de MP3. “Esses aparelhos servem principalmente para quem baixa músicas. Então podemos pensar em cobrar uma taxa em cada venda que serviria para os direitos autorais dos artistas e gravadoras”, afirma. De acordo com ele, as duas medidas necessitam de regulamentação específica, mas não devem onerar a venda dos produtos de forma significativa.

Para a Maria Cristina Barbato, da Ordem dos Músicos do Brasil (OMB), a proposta é positiva. “É fato que o músico não pode mais perder como ocorre hoje cada vez mais”, afirma. A OMB representa, apenas no estado de São Paulo, 50 mil músicos. “Hoje não há controle algum e cada um faz o que quer.”

A nova lei de Direitos Autorais está sendo elaborada desde 2007 e, nas próximas semanas, deve entrar em consulta pública antes de ser encaminhado ao Congresso. Havia a expectativa de que o texto fosse apresentado durante o 3º Congresso de Direito de Autor e Interesse Público, que ocorreu esta semana em São Paulo. Mas o governo manteve o suspense. “Estamos com os pontos centrais já bem costurados e devemos divulgá-lo em breve”, garante Alves.

No encontro, apenas um item ficou claro a todos. O Estado quer voltar a interferir no processo e vai criar o Instituto Brasileiro de Direito Autoral, espécie de agência reguladora que teria o poder de fiscalizar, por exemplo, o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad), que distribuiu, em 2008, R$ 270 milhões em direitos autorais.


fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br 

Possibilidade de substituição do braile nas escolas mobiliza organizações

segunda-feira, 5 de outubro de 2009 · 0 comentários


A possibilidade de o Ministério da Educação (MEC) substituir, nas instituições de ensino, o sistema braile por computadores com programas específicos, está mobilizando entidades representativas dos grupos sociais que utilizam o método.
 Este foi um dos pontos principais do documento final do Seminário Brasileiro em Comemoração ao Bicentenário de Nascimento de Louis Braille, realizado em 24 e 25 de setembro, em Brasília/DF. O documento será encaminhado às autoridades do Legislativo e do Executivo. A proposta do MEC visa regularizar a distribuição de livros didáticos em braile a cerca de 10 mil crianças cegas de escolas públicas. O primeiro-vice-presidente da Organização Nacional de Cegos do Brasil (ONCB), Moisés Bauer Luiz, ressaltou que a substituição do braile por outro sistema é completamente inviável


fonte http://www.cbl.org.b


» XIV Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro terá novas atrações na programação cultural voltada para todos os público

terça-feira, 8 de setembro de 2009 · 0 comentários

XIV Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro

Consolidada com um dos principais eventos culturais do país, a Bienal 2009 apresenta uma programação repleta de novidades e presta homenagem aos EUA

Uma programação cultural rica e diversificada espera pelos 600 mil visitantes estimados para a XIV Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro, que acontece entre 10 e 20 de setembro, no Riocentro. Novos formatos e a presença de importantes escritores brasileiros e autores internacionais conceituados vão formar a grade, que nesta edição homenageia os EUA e contará com um total de 67 sessões de debates e 84 apresentações voltadas para o público infanto - juvenil. Mais uma vez a organização da Bienal do Livro inova, marca registrada do evento, oferecendo ao público uma grade mais dinâmica, diversificada e especialmente desenvolvida para atender a todas as faixas etárias e perfis. A programação cultural desta edição contará com investimento de R$ 1,7 milhão, 30% a mais que em 2007.

De acordo com os organizadores do evento, o Sindicato Nacional dos Editores de Livros e a Fagga Eventos, a Bienal 2009 foi desenvolvida pensando na qualidade e diversidade do conteúdo. "A cada edição buscamos novas formas para estimular ainda mais o hábito da leitura. Vamos apresentar propostas diferentes, que vão aproximar ainda mais os leitores do universo literário", conta a presidente do SNEL, Sonia Machado Jardim. A Bienal do Livro do Rio apresentará três novos espaços, uma exposição que retrata o trabalho de décadas de um dos principais editores do país, o já consagrado Café Literário e encontros com escritores estrangeiros.

Uma das principais apostas desta edição é voltada para o público infanto-juvenil. A Floresta de Livros será o maior espaço em metragem da Bienal 2009, oferecerá diariamente uma experiência única de contato com os livros, aliando tecnologia e informação. As outras novidades são: Mulher e Ponto, dedicado ao debate de temas de interesse das leitoras do país; e o Livro em Cena, que será palco de leituras dramatizadas de clássicos da literatura brasileira. "Fizemos um trabalho grande de pesquisa para informar a definição do novo formato da programação cultural. A ideia central foi renovar e qualificar. Apresentar uma programação mais bem elaborada e mais consistente, com novidades para os diferentes tipos de leitores. Escolhemos um time de curadores de talento e experiência e aumentamos o investimento para oferecer um belo programa para todas as faixas de idade e interesse", afirma o vice-presidente do SNEL, Roberto Feith.

Ao longo dos 11 dias de evento, mais de 100 autores brasileiros, 18 internacionais - sendo 12 da comitiva norte-americana - participarão das sessões, debates e encontros da programação cultural.

Café Literário

O ponto de encontro de autores brasileiros e internacionais, onde acontecem debates em sessões descontraídas de temas como processo de criação, ideias, livros, personagens e gêneros, ganha nova curadoria em 2009. O escritor e crítico literário Italo Moriconi encara pela primeira vez a função no evento, prometendo estreitar ainda mais a relação do público com os escritores. O Café Literário traz outra novidade: as sessões com autores internacionais contarão com tradução simultânea.

Segundo o curador, "esses bate-papos informais ajudam a construir uma relação afetiva entre leitor e a obra literário". A programação promete repetir o sucesso das edições anteriores. Serão 36 sessões, no espaço que terá capacidade para 200 pessoas, que vão reunir jovens talentos e autores consagrados. Já estão confirmados encontros como: "Quarenta anos formando e encantando leitores", com Ana Maria Machado e Ruth Rocha (dia 12, às 15h30); Thrity Umrigar estará no Café Literário dia 13, às 18h30, conversando com a jornalista Rachel Bertol com o tema "Escrever entre Dois Mundos"; "Criando espaço poético, entre modernidade e tradição" será o tema da conversa entre Ferreira Gullar, Eucanaã Ferraz e Claudia Roquette Pinto, no dia 18, às 18h; Miguel Sousa Tavares estará com Marina Colasanti e Rosa Maria Barboza de Araújo, dia 20, às 18h30 falando sobre "A Geografia dos Afetos"; Larry Rohter e Roberto Da Matta vão se encontrar no dia 19, às 17h, para falar sobre "Ficções e realidades nas visões de Brasil e EUA"; no dia 13, às 12h, Arthur Phillips estará no espaço; "Brasil ontem e hoje", com Laurentino Gomes e Isabel Lustosa (dia 18, às 16h), entre outros.

Italo Moriconi - escritor, crítico literário e professor de Literatura da UERJ. Organizou as antologias Os "Cem Melhores Contos Brasileiros do Século" e "Os Cem Melhores Poemas Brasileiros do Século", ambas pela Editora Objetiva. Dele também foi a curadoria do projeto de publicação das Cartas de Caio Fernando Abreu, lançadas pela Editora Aeroplano.

Floresta de Livros

A descoberta do prazer da leitura através dos sons, imagens e tato. Com 800 m², a Floresta de Livros vai misturar informação e entretenimento de forma lúdica, utilizando a tecnologia, durante os 11 dias de evento. Nela, o público juvenil e escolar vai vivenciar ciclos de histórias diferentes enquanto exploram o lugar: uma instalação multi-sensorial, cenografada com árvores "falantes" que narram trechos de livros e que têm copas formadas por letras, que criam palavras de acordo com o ângulo de visão; um livro-mágico, que a cada toque das crianças, páginas de obras importantes aparecem; uma sala secreta, onde eles poderão pegar livros e ler para os colegas com direito a palco e microfone; por fim, a floresta termina em uma clareira, local que será palco de oito apresentações diárias.

"Vamos botar a garotada para interagir com os livros", explica o curador João Alegria. A Floresta de Livros tem capacidade para receber simultaneamente até 600 crianças e contará com um acervo de gravações de trechos de diversas publicações infanto-juvenis. Segundo ele, "o objetivo é que as pessoas criem suas próprias histórias a partir desses pedaços de várias outras". O espaço, que conta com o patrocínio do Instituto Pró-Livro, ainda oferecerá apresentações de 15 minutos no fim da visita. "Serão oito entradas por dia, onde trabalharemos com formas animadas e mímicas", explica Daniela Chindler, da Sapoti Eventos, responsável pelos espetáculos.

João Alegria - João Alves dos Reis Júnior, ou melhor, João Alegria é um filósofo e historiador que também atua como roteirista e diretor de TV, do canal Futura. Ele uniu as duas áreas, e se voltou cada vez mais à comunicação de massa, com foco especial para a educação.

Mulher e Ponto

Outra novidade da Bienal foi desenvolvida especialmente para o público feminino, grande frequentador do evento e responsável por mais da metade do número de leitores do país. O Mulher e Ponto vai abrigar encontros informais entre autores brasileiros que retratem nas suas obras e em seu cotidiano assuntos de interesse das leitoras. Os temas são variados: comportamento, literatura, filosofia, relações afetivas etc. O Mulher e Ponto terá 15 sessões ao todo, sendo uma por dia da semana e duas aos sábados e domingos. O espaço tem o patrocínio da Leader.

"Todos os assuntos serão bem-vindos, desde que falem direto à mulher plural do século XXI, com tantas faces e um único e poderoso potencial transformador", afirma a curadora, Sonia Biondo, que programou conversas como: "O livro na bolsa. Dicas de escritoras ganham espaço nas estantes", com Leila Ferreira e Danuza Leão (dia 10, às 17h); "As contadoras de histórias. A temática feminina em poesia e contos", com Viviane Mosé e Heloísa Seixas (dia 13, às 17h); "Onde foi que eu errei? O papel do livro no debate das drogas e outros problemas na relação mãe e filho", com Tânia Zagury e Cissa Guimarães (dia 20, às 17h); e "Leitura e Prazer. A literatura erótica atrai a leitora", com Márcia Denser e Laura Meyer da Silva (dia 20, às 19h30).

Sonia Biondo - jornalista e produtora de conteúdo. Desde 2000 faz o programa Superbonita (GNT). Trabalhou por 14 anos na mídia impressa em editorias como as de cultura e variedades do O Globo, além de segmentos voltados ao público feminino, como a revista Marie Claire e o caderno Mulher, do Jornal do Brasil. É autora de "Mulher Integral" (Gryphus).

Livro em Cena

Um cenário que reproduz uma sala de leitura, com estantes de livros, bancos e poltronas, onde grandes nomes das artes serão convidados a ler trechos selecionados de obras de importantes escritores brasileiros. Assim é o Livro em Cena, novidade da Bienal, que traz assinatura do diretor e ator Paulo José em parceria com a D+ Produções, das sócias Marcia e Joana Braga.

A abertura do espaço será feita por Marília Pêra, no dia 11/9, às 18h30, que vai ler obras de Machado de Assis como "Memórias Póstumas de Brás de Cubas" e "Teoria do Medalhão". Ao todo, serão 12 sessões, que acontecerão apenas às sextas-feiras, sábados e domingos. "Não se tratará de adaptações para o teatro, mas sim leituras admirativas, que vão ressaltar os valores que tornaram a obra um clássico", conta Paulo José.

Matheus Nachtergale fará a leitura de "Memórias do Cárcere", "Baleia" e "Insônia", de Graciliano Ramos (dia 12, às 18h30); Lázaro Ramos escolheu obras de Jorge Amado, como "A morte e a morte de Quincas Berro D'Água" e "Gabriela, Cravo e Canela" (dia 18, às 20h30). Malu Mader fará a interpretação de trechos de Clarice Lispector (dia 20, às 16h30).

Paulo José - além de ser um dos mais ativos e talentosos atores brasileiros dos últimos 50 anos, com presença destacada no cinema, teatro e televisão, e de ter dirigido vários espetáculos, também é diretor de televisão, com trabalhos marcantes como as minisséries "O Tempo e o Vento" (1985), "Agosto" (1993) e "Incidente em Antares" (1994).

Auditório dos grandes autores

O auditório Euclides da Cunha (pavilhão 3), que tem capacidade para 390 pessoas, terá quatro sessões especiais com escritores estrangeiros que têm conquistado posições de destaque nas listas brasileiras de mais vendidos. Assim, um número maior de visitantes terá a oportunidade de presenciar os bate-papos inéditos com Bernard Cornwell (dia 11, às 19h30); Meg Cabot (dia 13, às 15h); Robert e Kim Kyosaki (dia 19, às 15h) e Steven Jay Schneider (dia 19, às 19h30).

Exposição "José Olympio - Um editor e sua casa"

Uma homenagem a um dos principais editores do século passado, responsável pela publicação de obras de nomes como Gilberto Freyre, Guimarães Rosa, Graciliano Ramos e Jorge Amado. A exposição dará ao público da Bienal a chance de ver importantes etapas da história do mercado editorial brasileiro ao longo de décadas.

"Selecionamos cerca de 200 publicações das principais edições da editora José Olympio, como as de José Lins do Rego e Carlos Drummond de Andrade, que mostram a arte de editar livros na primeira metade do século XX", explica Marcos Pereira, neto do editor e produtor da mostra. A mostra ocupará 300 m² e tem a curadoria de José Mario Pereira Filho e projeto museográfico de Victor Burton.

AUTORES NORTE-AMERICANOS

Arthur Phillips - é considerado pela crítica uma "mistura de Hemingway e Fitzgerald", além de ter sido classificado pelo The New York Times como genial. Lançado pela José Olympio em 2004, seu romance de estreia "Praga" foi best seller nos EUA e agraciado com os prêmios New York Times Notable Book e Los Angeles Times Art Seidenbaum. Seu segundo livro, "O Egiptólogo", também foi sucesso de crítica no exterior e foi lançado no Brasil pela editora José Olympio. Ele estará no Café Literário, dia 13, às 12h.

Eli Gottlieb - ex-editor da revista Elle, o norte-americano Eli Gottlieb é professor de literatura americana da Universidade de Padova, na Itália, Estreou na literatura em 1998 com o livro "Boy Who Went Away", ganhador do Rome Prize e do McKitterick Prize da Sociedade Britânica dos escritores, escolhido também romance do ano pelo The New York Times. Do autor, a Rocco traz ao Brasil seu mais recente romance, "O Homem que Você Vai Ver", que será lançado no final de agosto. Eli participará do Café Literário, dia 13, às 14h.

Dash Shaw - um dos quadrinistas mais badalados da atualidade, Shaw tem apenas 26 anos de idade. Sua graphic novel, "Bottomless Belly Button", foi uma das obras mais comentadas nos EUA em 2008 e figurou nas listas de melhores do ano. No Brasil, o livro será lançado em agosto pela Companhia das Letras. Seu trabalho mais recente, "Bodyworld", foi lançado online e ganha versão impressa em 2010. Ele também está finalizando um álbum com várias histórias intitulado "The Unclothed Man in the 35th Century", que sai em novembro nos EUA. Shaw vai conversar no Café Literário com os gêmeos Gabriel Bá e Fábio Moon, dia 12, às 14h.

David Wroblewski - sucesso de crítica e público, David Wroblewski é autor de um dos mais badalados livros dos últimos tempos: o romance "A História de Edgar Sawtelle", de 2008. O escritor literário americano, criado no Wisconsin, vem recebendo elogios do escritor Stephen King e é idolatrado pela apresentadora de TV Oprah Winfrey, que, em parceria com o ator Tom Hanks, comprou os direitos de filmagem do título. O romance narra a história de um menino mudo diante do assassinato do pai, tendo como cenário uma fazenda de criadores de cães em Wisconsin. No Brasil, a obra será publicada ainda em agosto pela Intrínseca. O autor conversará com outro convidado internacional, o australiano Tim Winton, no Café Literário, dia 12, às 18h30, e o tema será "Tornando-se adulto em páginas de romance".

Meg Cabot - é autora de mais de 40 best sellers para jovens e adultos, com destaque para a série "O Diário da Princesa", publicada em mais de 37 países, com mais de 15 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo - só no Brasil foram 800 mil-, e que deu origem a dois filmes da Disney. O último volume da obra é "Princesa para Sempre" (Editora Record). Meg também trabalhou como ilustradora e usou o pseudônimo Jenny Carroll para a série "A Mediadora". Outros livros assinados por ela são "Pegando Fogo!", "Como Ser Popular" e "Tamanho 42 Não É Gorda", além de uma série publicada inteiramente no formato de e-mail: "Garoto Encontra Garota", "O Garoto da Casa ao Lado", e "Todo Garoto Tem". No país, estão sendo lançados os volumes 2 e 3 de "A Mediadora". Para a Bienal fica pronto o mangá "Avalon High, A coroação - A profecia de Merlin" (Galera Record). A história continua as aventuras de Ellie, colegial cujo namorado acredita ser a reencarnação do Rei Artur e que deve trazer uma nova era iluminada para o mundo. Os desenhos da HQ levam a assinatura da quadrinista filipina Jinky Coronado, a mesma que fez Banzai Girl. Meg Cabot estará no Auditório Euclides de Cunha, dia 13, às 15h.

David Grann - da equipe da revista The New Yorker, o escritor norte-americano David Grann lançou em fevereiro seu primeiro livro, "The Lost City of Z: A Tale of Deadly Obsession in the Amazon", que já está sendo transformado em filme pela Paramount Pictures. Com apenas uma semana, a obra alcançou o 4° lugar na lista dos best sellers do New York Times. A história traz mistério e suspense através de assuntos como o canibalismo na selva na Amazônia. O livro será lançado em agosto no Brasil com o título "Z A Cidade Perdida". O escritor estará no Café Literário dia 12, às 17h, em um bate-papo com os jornalistas Daniel Piza e Mauricio Stycer.

Larry Rohter - o polêmico jornalista americano volta ao país em setembro. Autor do livro "Deu no New York Times" (Objetiva), o ex-correspondente do jornal no Brasil foi responsável pela reportagem que chamava a atenção sobre o hábito de beber do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que acabou virando uma saia-justa após a reação do governo ao tentar expulsá-lo do país. Rohter vai conversar com Roberto Da Matta no Café Literário, dia 19, às 17h.

Steven Jay Schneider - autor de "1001 filmes para ver antes de morrer" (Editora Sextante), é crítico de cinema, produtor e estudioso acadêmico com mestrados em Filosofia e Estudos de Cinema pelas universidades Harvard e New York University (NYU) e é candidato a PhD. em estudos cinematográficos também na NYU. Schneider é o responsável por uma série de livros temáticos sobre a sétima arte. Também são de sua autoria "501 Movie Stars" e "501 Movie Directors". Ele vai conversar com o também crítico de cinema, Rodrigo Fonseca, dia 19, às 19h30, no Auditório Euclides da Cunha.

Chris Bohjalian - autor de 11 publicações - todas nomeadas best sellers pelo New York Times, já teve seus trabalhos traduzidos para mais de 25 idiomas e dois deles transformados em filmes. Em 2002, ganhou o New England Book Award por "Midwives", número um na lista do New York Times, que também foi selecionado para o Oprah's Book Club e consagrado "Melhor Livro" em Publishers Weekly. Seu próximo romance, "Remind Me Who I Am", será lançado em fevereiro de 2010. Ele vai participar do Café Literário, dia 13, às 20h, com Jair Ferreira dos Santos. O tema do bate-papo será "Bastidores da ficção: a pesquisa do escritor".

Robert & Kim Kiyosaki - nascido no Hawaii, com ascendência nipo-americana, o empresário, investidor e escritor Robert Toru Kiyosaki se tornou conhecido no Brasil principalmente pela série de livros sobre educação financeira. O mais popular deles, "Pai Rico, Pai Pobre", vendeu cerca de 17 milhões de cópias no país. Além das publicações, criou um programa educacional e um jogo de tabuleiro que tem influenciado milhares de alunos com suas teorias e mensagens financeiras. Sua esposa, Kim Kiyosaki, começou no mundo dos negócios em uma agência de propaganda. Em 2006, publicou o best seller "Mulher Rica", que um mês depois já estava em 9º lugar na lista de melhores livros da Business Week. Hoje, o casal desenvolve junto projetos de educação financeira. O casal estará no Auditório Euclides da Cunha dia 19, às 15h.

Thrity Umrigar - autora de "A Distância entre Nós", que no Brasil vendeu 250 mil exemplares, a jornalista nascida na Índia, naturalizada americana escreve para importantes veículos de comunicação como o Washington Post. Lançou também os romances "A doçura do mundo" e "Um lugar para todos" - no Brasil, os três títulos saíram pela Nova Fronteira. Ela ganhou o prêmio Nieman Fellowship, da Harvard University, é PhD. em inglês e atualmente mora em Cleveland, Ohio. Há dois meses, foi lançado no Brasil a obra "Tamanho do Céu" (Nova Fronteira). Umrigar estará no Café Literário dia 13, às 18h30, conversando com a jornalista Rachel Bertol.

AUTORES INTERNACIONAIS

Miguel Sousa Tavares - escritor e comentarista da TV1 e colunista do jornal Público, em Portugal, Miguel Sousa Tavares é sucesso de vendas em seu país e já tem grande público no Brasil. O jornalista é autor de "Equador", um dos maiores best sellers da literatura portuguesa dos últimos anos. Ele vem ao país apresentar seu novo romance, "No Teu deserto" (Companhia das Letras), que será lançado em setembro. Miguel vai conversar no Café Literário com Marina Colasanti e mediação de Rosa Maria Barboza de Araújo, dia 20, às 18h30. O tema será "A Geografia dos Afetos".

Bernard Cornwell - o britânico detém a arte do romance histórico. Em todo o mundo já são mais de 4 milhões de exemplares vendidos e, no Brasil, a adoração pelo autor, radicado nos EUA, não é diferente. Ao todo, 19 títulos foram traduzidos para o português, com mais de 300 mil unidades devoradas pelos fãs. Em 2008, Cornwell esteve na lista dos mais vendidos com "Canção da Espada" e a grande expectativa é por "Azincourt", título aguardado há seis meses pelos brasileiros e que acaba de ser lançado pela Editora Record. O autor estará no Auditório do Café Literário dia 11, às 19h30.

David Grossman - é um dos principais nomes da literatura israelense. Pela Companhia das Letras lançou "Alguém para Correr Comigo", "Mel de Leão", "Ver:Amor", e mais recentemente, "Desvario". Neste livro, apresenta duas novelas: a primeira, homônima, é uma espécie de Dom Casmurro à moda israelense na qual fala de ciúme e dos extremos da imaginação apaixonada, enquanto na outra, "No Corpo Eu Entendo", Grossman trata da difícil reconciliação de uma mãe, no leito de morte, com a filha mais velha. Em setembro serão lançados "A Mulher Foge" e "Duelo", infanto-juvenil, com texto dele e ilustrado por Caco Galhardo. O autor estará no Café Literário dia 11, às 19h, ao lado de Bernardo Ajzenberg conversando sobre o tema "escrevendo intimidade em território disputado".

Joseph O´Neill - com três obras publicadas, o autor irlandês também escreve artigos literários e culturais para a revista Atlantic Monthly. Seu livro mais recente, "Netherland", foi lançado no ano passado e lhe rendeu a capa do New York Times Book Review. A publicação também figurou na lista do New York Times entre os 10 melhores livros do ano, e foi citado como favorito em entrevista ao jornal pelo presidente dos EUA, Barack Obama. A obra foi publicada no Brasil pela Alfaguara, da editora Objetiva. O´Neill foi nomeado para o Warwick Prize for Writing 2008/09 e recebeu prêmios como do National Book Awards, do National Book Critics Circle, e uma honra literária, o PEN/Faulkner Award for Fiction. O livro "Terras Baixas" será lançado ainda este mês (Alfaguara). O´Neill vai conversar com o jornalista Arthur Dapieve, dia 19, às 18h30, no Café Literário. O tema será "mixagens pós-nacionais".

Tim Winton - autor de obras de não-ficção, romances, contos e livros infantis, o escritor australiano recebeu três vezes o Miles Franklin Award e já foi finalista do Booker Prize com "The Riders" e "Dirt Music". Seu último romance, "Fôlego", que chegou ao Brasil em 2008 e já está caminhando para sua segunda edição, está na lista dos melhores títulos do ano passado do Publisher's Weekly, além de ter sido indicado aos prêmios Miles Franklin Award, NSW Premier's Literary Awards e Commonwealth Writers' Prize. Em 2008/2009, a publicação venceu o Earphones Award, o Surf Culture Award e o Indie Award. O livro "The Riders" será lançado no Brasil em setembro (editora Paz e Terra). Ele estará no Café Literário em uma sessão com o americano David Wroblewski. Eles conversam dia 12, às 18h30, tendo como tema "Tornando-se adulto em páginas de romance".

Andrew Keen - conhecido por suas críticas ao fenômeno da Web 2.0, o escritor britânico se tornou um dos líderes da crítica à internet com seu livro "The Cult of the Amateur: How Today's Internet Is Killing Our Culture". Publicado em junho de 2007 nos EUA e lançado no Brasil em maio de 2009 com o título "O Culto ao Amador", a obra critica fenômenos de peering como a Wikipedia. Keen vai conversar com Caio Túlio Costa, no Café Literário, dia 11, às 17h. O tema será "banalização da cultural na era da rede global". '

Bienal na Web 2.0 - a Bienal do Livro do Rio de Janeiro ganha "presença" forte na internet. Já estão no ar o site oficial - www.bienaldolivro.com.br -, um hot site e o Twitter - http://twitter.com/bienaldolivro. Para a realização de sua décima quarta edição, o evento está programando uma série de ações. Durante a Bienal, formadores de opinião, munidos de celulares 3G, farão a cobertura informal da feira, mostrando-a sob o seu ponto de vista. Serão dois convidados por dia, que postarão as imagens na TV Bienal, localizada dentro do novo hotsite. Os visitantes também serão criadores ativos da página através da inclusão de redes sociais de fotos, vídeos e comentários. Em paralelo, haverá a cobertura intensa pelo Twitter, com dicas, microcontos, promoções-relâmpago e divulgação de novidades e atrações, além de ações de relacionamento no orkut e facebook. "A Bienal por si só já é fomentadora de conteúdo. O nosso objetivo é nos aproximar cada vez mais do público leitor que está online", revela a vice-presidente da Fagga Eventos, Andreia Repsold.

Patrocinadores - com o patrocínio master da Petrobras e do site Submarino, a Bienal Internacional do Rio de Janeiro ganha novas adesões para a sua décima quarta edição. A Floresta de Livros é uma parceria com o Instituto Pró-Livro. Já a Praça de Leitura, novo ambiente da Bienal criado para que os visitantes tenham um ponto de descanso, recebe o patrocínio da Piraquê. A Light renova a parceria com a Bienal e irá patrocinar a Visitação Escolar. Pela primeira vez a Leader patrocina um evento de grande porte: a rede de varejo apoiará o espaço Mulher e Ponto. A Eletrobras fechou o patrocínio cultural do evento e a American Airlines é a transportadora aérea oficial.

fonte: http://www.bienaldolivro.com.br/default.aspx

Editores afirmam que o preço do livro caiu

domingo, 16 de agosto de 2009 · 0 comentários



O Sindicato Nacional dos Editores e Livreiros e a Câmara Brasileira do Livro têm a satisfação de divulgar os resultados da pesquisa anual sobre Produção e Venda do Setor Editorial Brasileiro encomendada à Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da Universidade de São Paulo.

Os resultados da pesquisa apontam três grandes tendências:

1. A evolução positiva do setor editorial em todos os seus segmentos ao longo de 2008. Esta evolução acompanhou de perto a evolução da economia brasileira como um todo;

2. A evolução positiva se processou no contexto de um significativo aumento na concorrência entre as editoras. O aumento na concorrência é refletido nas principais variáveis apuradas;

3. Entre estas variáveis, a mais notável é o preço. A FIPE apurou “queda generalizada em termos reais (mas que se verifica também em termos nominais) dos preços médios praticados pelo setor editorial” num largo período, começando em 2004.

Postas estas três grandes tendências reveladas na pesquisa, cabe ressaltar alguns dados específicos, que expressam e definem estas tendências.

A) De 2007 para 2008 houve aumento substantivo, de 13,3%, no número de títulos publicados. Pela primeira vez, foi ultrapassada a marca de cinquenta mil novos títulos lançados em um ano;

B) No mesmo período houve queda de 3,17% no número de exemplares produzidos. Mas esta queda se deve única e exclusivamente à redução expressiva, de 18%, no número de exemplares produzidos pelo setor de Livros Didáticos em 2008. Esta produção menor, por sua vez, se deve ao fato de quem em 2007 o Governo Federal comprou livros para o Ensino Fundamental, e em 2008, comprou livros para o Ensino Médio, que tem um número significativamente menor de alunos. Se desconsiderarmos esta variação nos programas de compra do Governo Federal, houve um aumento de cerca de 20% no número de exemplares produzidos pelo setor em 2008;

C) Ainda no que concerne o número de exemplares produzidos em 2008, cabe ressaltar que o crescimento esteve integralmente concentrado nos títulos novos. No que diz respeito às reedições, houve queda substantiva no número de exemplares produzidos. O aumento no número de exemplares dos lançamentos, a queda no número de exemplares das reedições, somados ao aumento no número de títulos lançados, refletem o incremento na intensidade da concorrência entre as editoras em 2008, dando continuidade a uma tendência que vem se manifestando há vários anos;

D) De 2007 para 2008 o faturamento do mercado como um todo cresceu 9,7% em termos nominais e 4,9% em termos reais (ou seja, deflacionado pelo IPCA educação, papelaria e leitura do IBGE), expansão compatível com o crescimento real de 5,1% do PIB no período. Este crescimento foi maior nos segmentos de Livros Religiosos e dos Livros Científicos, Técnicos e Profissionais, e menor nos segmentos de Livros de Interesse Geral e Livros Didáticos;

E) De 2007 para 2008 houve crescimento no preço médio nominal de 8,4% (3,8% em termos reais). Este aumento se deve única e exclusivamente às compras governamentais, uma vez que os livros comprados pelo Governo Federal para o Ensino Médio em 2008 tiveram preço médio (e número de páginas) significativamente maior do que os exemplares comprados para o Ensino Fundamental em 2007. Excluindo as compras de Livros Didáticos pelo governo, a elevação do preço médio de 2007 para 2008 foi de 0,88%, bem abaixo da variação do IPCA educação, papelaria e leitura do IBGE para o ano, que foi de 4,56%, o que caracteriza uma redução de 3,68% no preço médio real no período;

F) No que concerne a questão do preço dos livros, a FIPE produziu para a pesquisa deste ano uma série histórica demonstrando a evolução dos preços médios nominais e reais no período de 2004 a 2008. A FIPE apurou, como demonstram as tabelas e gráficos das páginas 20,21 e 22 do relatório sobre 2008 (produto 2), que “mesmo considerando-se os valores correntes, isto é, sem deflacionamento, verifica-se queda nos preços praticados pelo setor editorial em todos os seus subsetores ao longo do período 2004-2008”. Se considerarmos os valores reais, ou seja, deflacionados, fica ainda mais evidenciada “a queda generalizada em termos reais dos preços médios praticados pelo setor editorial” entre 2004 e 2008. Excluindo-se as compras de livros didáticos pelo governo, que sofrem variações conforme a faixa etária dos alunos contemplados a cada ano, ou seja, considerando os preços praticados nas vendas ao mercado, a FIPE apurou uma queda do preço médio efetivo entre 2004 e 2008 de 24,5% no segmento de livros didático, 22,4% no segmento de obras gerais, 38% no segmento de livros religiosos e 23,3% no segmento de livros científicos, técnicos e profissionais. Esta queda contínua do preço médio do livro, consequência do aumento contínuo na concorrência entre as editoras, foi certamente facilitada pela desoneração do PIS e da COFINS sobre o livro, determinada pelo Governo Federal e o Congresso em 2004. Estes dados são tão mais relevantes tendo em vista as recentes discussões sobre a evolução do preço médio do livro no Brasil. O SNEL e a CBL esperam que estes dados de clareza indiscutível, apurados com total independência e rigor científico pela FIPE, acabem com a divulgação de informações inconsistentes e sem fundamento técnico sobre esta questão;

G) Cabe ainda observar que os dados claramente positivos no que concerne o número de títulos lançados, exemplares produzidos e faturamento global do setor editorial em 2008, não incorporam os efeitos da crise econômica global, que, embora deflagrada em setembro de 2007, só se fez sentir no padrão de consumo de livros no Brasil, a partir do final do primeiro trimestre de 2009.


(Reprodução autorizada mediante citação da 'Brasil que Lê - Agência de Notícias')
Contato: agencia@brasilquele.com.br

Lula assinará projeto de lei criando o Vale Cultura

sábado, 25 de julho de 2009 · 0 comentários

Iniciativa deverá injetar até R$ 600 milhões por mês na atividade cultural do país

Com o intuito de promover e universalizar o mercado cultural brasileiro e fortalecer a economia deste setor, no próximo dia 23, a partir das 18h, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, assinará o projeto de lei para a criação do Vale Cultura, no teatro Raul Cortez - Fecomercio (Federação do Comércio do Estado de São Paulo). O evento contará com as presenças do Ministro da Cultura, Juca Ferreira, do presidente da Funarte (Fundação Nacional de Artes), Sérgio Mamberti, além de artistas, empresários e membros de entidades representativas do universo cultural. Haverá, ainda, show com grandes personalidades do cenário musical brasileiro.

O Vale Cultura é um projeto do Ministério da Cultura desenvolvido a partir de pesquisas que comprovaram a dificuldade de consumo e acesso a bens e serviços culturais no Brasil. Trata-se de um bônus de R$ 50,00, que poderá ser utilizado para acesso às artes cênicas e visuais, humanidades; música e patrimônio cultural.

O benefício deve atender preferencialmente a trabalhadores com faixa salarial de até cinco salários mínimos, aproximadamente 12 milhões de pessoas. Caso todos os beneficiários do Vale Cultura façam uso dele, serão R$ 7,2 bilhões por ano injetados diretamente na economia da cultura.

fonte: http://www.anl.org.br/

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