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Confúcio começa a substituir Marx

sábado, 28 de junho de 2008 · 0 comentários


Criada há 2.500 anos, filosofia é fonte de inspiração da ‘sociedade harmônica’ defendida por presidente chinês

Cláudia Trevisan, PEQUIM

Tachado de atrasado e feudal durante a maior parte do século passado, o confucionismo renasce com força na China de hoje. A filosofia criada há 2.500 anos inspira a “sociedade harmônica” defendida pelo presidente Hu Jintao, é tema de um dos maiores best sellers de todos os tempos, tem espaço cada vez maior no currículo escolar e deve ganhar uma cidade temática na região onde nasceu Confúcio (551-479 a.C.).

Nas universidades, intelectuais travam intensos debates sobre o papel que a filosofia - que moldou como nenhuma outra a identidade chinesa - deve ter nos dias de hoje. Na internet, jovens se reúnem em fóruns para discutir as idéias de Confúcio, enquanto os descendentes do filósofo são tratados com veneração especial pelo restante da sociedade.

Daniel Bell, professor de filosofia política da Universidade de Tsinghua e autor do livro China’s New Confucionism (Princeton University Press) avalia que há um vácuo moral na China de hoje, que em parte está sendo preenchido pelo confucionismo.

A emergência do país como uma potência mundial é outro fator que explica o ressurgimento, avalia Bell. “Quando uma sociedade se torna economicamente poderosa, normalmente as pessoas passam a ter mais orgulho de suas próprias tradições.

AUTO-AJUDA

No século 20, a China era vista como um lugar atrasado e os chineses olhavam para outras sociedades em busca de inspiração”, diz o professor, o primeiro ocidental a integrar o quadro permanente de uma grande universidade chinesa para o ensino de filosofia política.

A maior evidência de que Confúcio se tornou “pop” é o sucesso de Yu Dan, uma professora de filosofia que empacotou as idéias do sábio em uma espécie de manual de auto-ajuda para os dias de hoje.

Seu livro Reflexões de Yu Dan sobre os Analectos vendeu 10 milhões de cópias, 6 milhões das quais, piratas, no maior sucesso editorial desde o Livro Vermelho de Mao Tsé-tung, que era principalmente distribuído de graça.

Acusada por alguns especialistas - incluindo Bell - de distorcer as idéias de Confúcio, Yu Dan ganhou popularidade em 2006, quando estreou uma série de sete programas na TV estatal nos quais dava uma interpretação pessoal aos Analectos, que são uma coleção de máximas do confucionismo.

FELICIDADE ESPIRITUAL

Lançado em dezembro de 2006, o livro continua na lista dos cinco mais vendidos em toda a China e, neste ano, será traduzido para o inglês. “Os analectos nos ensinam como atingir felicidade espiritual, ajustar nossa rotina diária e encontrar nosso lugar na vida moderna”, afirma a autora no livro.

Confúcio começa a substituir Marx no currículo escolar e inúmeras instituições oferecem cursos específicos sobre seus ensinamentos, que atraem milhares de interessados. Chen Lai, professor de filosofia da Universidade de Pequim, estima que 10 milhões de crianças estudam os textos clássicos do confucionismo atualmente, algo que seria impensável há uma década.

O confucionismo transformou-se na ideologia oficial do império chinês na dinastia Han (206 AC-220 d.C.) e manteve essa posição até a vitória da revolução republicana, em 1911. Quase dois séculos depois, os chineses voltam a olhar para o filósofo, na busca de inspiração para o futuro.

A popularidade é tanta que o governo da Província de Shandong anunciou em março o projeto de construção de um “parque temático” do confucionismo, no qual planeja investir US$ 4,2 bilhões, mais que os US$ 3,8 bilhões gastos na construção do novo aeroporto internacional de Pequim, um dos maiores edifícios do mundo.

Batizado de “Cidade Simbólica da Cultura Chinesa”, o parque ocuparia uma área de 300 km quadrados e englobaria Qufu, onde nasceu Confúcio, e Zoucheng, local de nascimento de seu principal discípulo, Mencius (372-289 a.C.).

Segundo a imprensa oficial chinesa, o objetivo é “reavivar os valores culturais tradicionais” do país.

‘PARQUE TEMÁTICO’

Elogiado por alguns e atacado por muitos, o projeto estará aberto a sugestões até setembro e as autoridades de Shandong esperam iniciar sua construção antes de 2010.

Mas o maior símbolo da ascensão do confucionismo no establishment comunista é o presidente Hu Jintao, que assumiu o cargo em 2003 e prega a construção de uma “sociedade harmônica”, conceito muito mais identificado com as idéias do filósofo chinês do que com a luta de classes do alemão Karl Marx (1818-1883).

Apesar da mudança, Marx continua a figurar na Constituição chinesa como a teoria que fundamenta o sistema político do país. Mas é crescente o número de intelectuais que vêem no confucionismo um caminho mais apropriado para a China de hoje.

“Ainda que o regime permaneça seja oficialmente marxista, o marxismo não inspira mais as pessoas. O governo precisa de novas fontes de legitimidade social e é por isso que usa cada vez mais a linguagem do confucionismo, como a linguagem da harmonia”, observa Bell.


NÚMEROS

3 milhões

é o número estimado de descendentes vivos de Confúcio

1,3 milhão
de pessoas se apresentaram como parentes do sábio

US$ 4,2 bi
serão gastos num ‘parque temático’ do confucionismo

10 milhões
de cópias do livro ‘Relexões de Yu Dan’ foram vendidos na China


FRASES

Confúcio (551-479 a.C.)
Filósofo chinês


“Aqueles que nascem com o dom do conhecimento são a mais alta classe entre os homens. Aqueles que aprendem e rapidamente alcançam conhecimento vêm em seguida. Aqueles que são obtusos e
desprovidos de inteligência, mas ainda assim se dedicam ao aprendizado, aparecem depois deles. Já os que são obtusos e
desprovidos de inteligência e ainda assim não estudam, essas são as mais baixas das pessoas”

“O que o homem virtuoso busca está nele mesmo. O que o homem inferior busca está nos outros”

“Yu Tzu disse: Raramente um homem de lealdade filial e amor fraternal estará inclinado a ofender aqueles acima dele. Não
existe um homem inclinado a causar desordem sem a inclinação de ofender aqueles acima dele. O homem nobre nutre as raízes. Com as raízes fixadas, o caminho se desenvolve. Não são a lealdade filial e o amor fraterno as raízes da benevolência?”

“Quando seu pai for vivo, observe sua vontade. Quando seu pai estiver morto, observe suas ações passadas. Se, durante três anos, você não se afastar dos caminhos de seu pai, isso pode
ser considerado lealdade filial”

“O caráter moral do governante é o vento; o caráter moral dos que estão abaixo dele é a grama. Quando o vento sopra, a grama se curva”

“Governe com o uso de leis e controle por meio de punições e o povo evitará o crime, mas sem um sentimento de vergonha. Governe com virtude e controle por meio de rituais e as pessoas ganharão sentido de vergonha e, assim, se corrigirão”




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Coleção de pocket books Filosofia & Gestão: pessoal e profissional (Vozes)

sexta-feira, 27 de junho de 2008 · 0 comentários

Filosofia de bolso

A coleção de pocket books Filosofia & Gestão: pessoal e profissional (Vozes) busca, através do pensamento e ensinamento de grandes mestres, auxiliar o homem contemporâneo na gerência e harmonia entre os vários aspectos da rotina da vida. Com prefácio do filósofo e professor Mario Sergio Cortella, os volumes são voltados principalmente às necessidades dos chamados workholicks. Portanto, além de atender ao chamado de paz da mente dessas pessoas, a série pode ser indicada para gestores também durante palestras, cursos e workshops. São lançados os títulos Buda - O encontro do equilíbrio (120 pp., R$ 16,90), de Werner Schwanfelder, Kant - A força do pensamento autônomo (120 pp., R$ 16,90), de Bernd Niquet e Sócrates - O poder do não saber (120 pp;, R$ 16,90), de Andreas Drosdek.
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A busca de um novo homem começa com Jacques Lacan

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O Estado de S. Paulo - 22/06/2008 - por Francisco Quinteiro Pires
O entendimento sobre o começo do século 21 talvez se torne impossível se o pensamento de Jacques Lacan for ignorado. Guardadas as peculiaridades históricas, teóricas e individuais, é o mesmo que pensar o século passado sem passar pela psicanálise. Após a proclamada crise - até com declarações de morte - da psicanálise nos anos 1980, a presença da obra de Lacan em diferentes pensadores da atualidade, como Derrida, Deleuze, Foucault, Laclau, Zizek, estimulou a produção de um dossiê pela revista Cult deste mês sobre o psicanalista francês. No Brasil, textos importantes de Jacques Lacan (1901-1981) estão chegando às livrarias, como O mito individual do neurótico e O seminário, livro 16: de um outro ao outro, ambos recém-lançados pela Jorge Zahar. O dossiê da Cult (66 pp., R$ 9,90), composto por seis ensaios, aborda o pensamento lacaniano a partir das suas relações com outras áreas. >> Leia mais
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Escolas indígenas recebem livros escritos por índios

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Boletim PNLL - 23/06/2008
Alunos de aldeias do norte e nordeste do Brasil estão recebendo os primeiros exemplares de livros produzidos por professores índios. No total, são 42 títulos elaborados para as escolas indígenas de todo o país e distribuídos pelo Ministério da Educação. A previsão é que a distribuição da primeira remessa dos livros termine até o final de julho. >> Leia mais

Visita gratuita à Bienal

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PublishNews - 27/06/2008
Escolas públicas e privadas têm até o próximo dia 30 para agendar gratuitamente visitas de alunos e professores acompanhantes à 20ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que acontece de 14 a 24 de agosto, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, na capital paulista. A visitação é aberta a estudantes com idade mínima de seis anos e será realizada de 18 a 22 de agosto, nos períodos da manhã (10h, 11h e meio-dia) e tarde (13h, 14h 15h e 16h). Cada escola poderá inscrever no máximo 240 alunos, divididos em duas turmas com até 120 alunos, e pode-se agendar dois dias de visitação ou dois horários diferentes no mesmo dia. O limite de permanência de cada turma no pavilhão é de duas horas. Cada grupo de 40 alunos deve ser acompanhado por, no mínimo, um professor responsável. O cadastramento pode ser feito pelo site.
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LIVROS MAIS VENDIDOS NO MES DE JUNHO 2008

quarta-feira, 25 de junho de 2008 · 0 comentários

FICÇÃO

1. A Menina que Roubava Livros -Markus Zusak – Intrínseca
2. Caçador de Pipas -Khaled Hosseini - Nova Fronteira
3. A Cidade do Sol -Khaled Hosseini - Nova Fronteira
4. O Silêncio dos Amantes -Lya Luft – Record
5. Uma Vida Inventada -Maitê Proença – Ediouro
6. O Guardião de Memórias -Kim Edwards – Sextante
7. As Memórias do Livro- Geraldine Brooks – Ediouro
8. A sombra do Vento- Carlos Ruiz Zafón – Objetiva
9. Crepúsculo - Stephanie Meyer – Intrínseca
10. Ensaio Sobre a Cegueira - José Samarago – Companhia das Letras
11. Rio das Flores - Miguel Tavares – Companhia das Letras
12. Conspiração Franciscana - John Sack – Sextante
13. As crônicas de Nárnia - C. S. Lewis – Martins Fontes
14. O Conto do Amor - Contardo Calligaris – Companhia das Letras
15. O Pequeno Príncipe - Antoine Saint-Exupéry – Agir
16. A Mulher de Pilatos - May Antoinette – Sextante
17. Anjos e Demônios - Dan Brown – Sextante
18. De Verdade - Sandor Marai – Companhia das Letras
19. Harry Potter e as Relíquias da Morte - J. K. Rowling – Rocco
20. Quando Nietzsche Chorou - Irvin D. Yalom – Ediouro

NÃO-FICÇÃO

1. 1808 - Laurentino Gomes – Planeta
2. Comer,Rezar, Amar - Elizabeth Gilbert – Objetiva
3. Uma Breve História do Mundo - Geoffrey Blainey – Fundamento
4. O Mago - Fernando Morais – Planeta
5. Marley & Eu - John Grogan – Prestígio
6. Vale Tudo - Nelson Motta – Objetiva
7. Corinthians,o Time da Fiel - Orlando Duarte e João Bosco Tureta – Companhia Editora Nacional
8. Lobos do Mar - Torben Grael – Objetiva
9. Pós-Guerra - Tony Judt – Objetiva
10. O Código da vida - Saulo Ramos – Planeta
11. 1968 - Zuenir Ventura – Planeta
12. O Castelo de Vidro - Jeannette Walls – Nova Fronteira
13. 1001 Discos para ouvirem antes de Morrer - Robert Dimery – Sextante
14. Cachorros Encrenqueiros se divertem mais - John Grogan – Ediouro
15. O Livro de Cabul - Asne Seierstad – Record
16. A cabeça do Eleitor - Alberto Carlos Almeida – Record
17. 1001 Lugares para Conhecer Antes de Morrer - Patrícia Schultz – Sextante
18. Origem dos Meus Sonhos - Barack Obama – Gente
19. Quinta Coluna - Contardo Calligaris – Publifolha
20. O Livro Perigoso para Garotos - Conn Iggulden e Hal Iggulden – Record


AUTO-AJUDA E ESOTERISMO
1. O Segredo - Rhonda Byrne – Ediouro
2. O Monge e o Executivo - James Hunter – Sexta
3. Casais Inteligentes Enriquecem Juntos - Gustavo Cerbasi – Gente
4. A Lição Final - Randy Pausch e Jeffrey Zaslow – Agir
5. Bem-Vindo à Bolsa de Valores - Marcelo C. Piazza – Novo Conceito
6. Amo Você - Paula Ramos – Panda Book
7. Onde está Tereza - Zibia Gasparetto – Vida & Consciência
8. O Que Toda Mulher Inteligente Deve Saber - Steven Carter e Julia Sokol – Sextante
9. Os Segredos da Mente Milionária - T. Harv Eker – Sextante
10. Homens Gostam de Mulheres Que Gostam de Si Mesmas - Steven Carter e Julia Sokol – Sextante
11. Sempre em Frente - Roberto T. Shinyashiki – Gente
12. Porque os Homens Fazem Sexo e as Mulheres Fazem Amor - Allan e Barbara Pease – Sextante
13. Nunca Desista de Seus Sonhos - Augusto Cury – Sextante
14. Eu Amo Você! - Veronique Bronte – Jardim dos Livros
15. Uma História de Amor com Final feliz - Flávio Gikovate – MG Editores
16. Eu Te Amo !- Gabriela Nascimento Spada e Souza – Celebris
17. A Lei da Atração - Michael J. Losier – Nova Fronteira
18. Você é Insubstituível - Augusto Cury – Sextante
19. A Arte da Guerra - Sun Tzu – Várias editoras
20. Você é Importante Para Mim - Marion Licht – Vergara & Riba Editoras

LEI DO LIVRO

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LEI Nº 10.753, de 30 de outubro de 2003
Institui a Política Nacional do Livro

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

CAPÍTULO I
DA POLÍTICA NACIONAL DO LIVRO
DIRETRIZES GERAIS

Art. 1° Esta Lei institui a Política Nacional do Livro, mediante as seguintes diretrizes:

I - assegurar ao cidadão o pleno exercício do direito de acesso e uso do livro;
II - o livro é o meio principal e insubstituível da difusão da cultura e transmissão do conhecimento, do fomento à pesquisa social e científica, da conservação do patrimônio nacional, da transformação e aperfeiçoamento social e da melhoria da qualidade de vida;
III - fomentar e apoiar a produção, a edição, a difusão, a distribuição e a comercialização do livro;
IV - estimular a produção intelectual dos escritores e autores brasileiros tanto de obras científicas como culturais;
V - promover e incentivar o hábito da leitura;
VI - propiciar os meios para fazer do Brasil um grande centro editorial;
VII - competir no mercado internacional de livros, ampliando a exportação de livros nacionais;
VIII - apoiar a livre circulação do livro no País;
IX - capacitar a população para o uso do livro como fator fundamental para seu progresso econômico, político, social e para promover a justa distribuição do saber e da renda;
X - instalar e ampliar no País livrarias, bibliotecas e pontos de venda do livro;
XI - propiciar aos autores, editores, distribuidores e livreiros as condições necessárias ao cumprimento do disposto nesta Lei;
XII - assegurar às pessoas com deficiência visual o acesso à leitura.

CAPÍTULO II
DO LIVRO

Art. 2° Considera-se livro, para efeitos desta Lei, a publicação de textos escritos em fichas ou folhas, não periódica, grampeada, colada ou costurada, em volume cartonado, encadernado ou em brochura, em capas avulsas, em qualquer formato e acabamento.

Parágrafo único. São equiparados a livro:

I - fascículos, publicações de qualquer natureza que representem parte de livro;
II - materiais avulsos relacionados com livro, impressos em papel ou em material similar;
III - roteiros de leitura para controle e estudo de literatura ou de obras didáticas;
IV - álbuns para colorir, pintar, recortar ou armar;
V - Atlas geográficos, históricos, anatômicos, mapas e cartogramas;
VI - textos derivados de livro ou originais, produzidos por editores, mediante contrato de edição celebrado com o autor, com a utilização de qualquer suporte;
VII - livros em meio digital, magnético e ótico, para uso exclusivo de pessoas com deficiência visual;
VIII - livros impressos no Sistema Braille.

Art. 3° É livro brasileiro o publicado por editora sediada no Brasil, em qualquer idioma, bem como o impresso ou fixado em qualquer suporte no exterior por editor sediado no Brasil.

Art. 4° É livre a entrada no país de livros em língua estrangeira ou portuguesa, sendo isentos de imposto de importação ou de qualquer taxa, independente de licença alfandegária prévia.

CAPÍTULO III
DA EDITORAÇÃO, DISTRIBUIÇÃO E COMERCIALIZAÇÃO DO LIVRO

Art. 5° Para efeito desta lei, é considerado:

I - autor: a pessoa física criadora de livros;
II - editor: a pessoa física ou jurídica que adquire o direito de reprodução de livros, dando a eles tratamento adequado à leitura;
III - distribuidor: a pessoa jurídica que opera no ramo de compra e venda de livros por atacado;
IV - livreiro: a pessoa jurídica ou representante comercial autônomo que se dedica à venda de livros.

Art. 6° Na editoração do livro, é obrigatória a adoção do Número Internacional Padronizado, bem como a ficha de catalogação para publicação. Parágrafo único. O número referido no caput deste artigo constará da quarta capa do livro impresso.

Art. 7° O Poder Executivo estabelecerá formas de financiamento para as editoras e para o sistema de distribuição do livro, por meio de criação de linhas de crédito específicas.

Parágrafo único. Cabe, ainda, ao Poder Executivo implementar programas anuais para manutenção e atualização do acervo das bibliotecas públicas, universitárias e escolares, incluídas obras em Sistema Braille.

Art. 8° É permitida a formação de um fundo de provisão para depreciação de estoques e de adiantamento de direitos autorais.

§ 1º Para a gestão do fundo levar-se-á em conta o saldo existente no último dia de cada exercício financeiro legal, na proporção do tempo de aquisição, observados os seguintes percentuais:

I - mais de um ano e menos de dois anos: trinta por cento do custo direto de produção;
II - mais de dois anos e menos de três anos: cinqüenta por cento do custo direto de produção;
III - mais de três anos: cem por cento do custo direto de produção.

§ 2º Ao fim de cada exercício financeiro legal será feito o ajustamento da provisão dos respectivos estoques.

Art. 9° O fundo e seus acréscimos serão levados a débito da conta própria de resultado, sendo seu valor dedutível, para apuração do lucro real. As reversões por excesso irão a crédito para tributação.

Art. 10° (VETADO)

Art. 11° Os contratos firmados entre autores e editores de livros para cessão de direitos autorais para publicação deverão ser cadastrados na Fundação Biblioteca Nacional, no Escritório de Direitos Autorais.

Art. 12° É facultado ao Poder Executivo a fixação de normas para o atendimento ao disposto nos incisos VII e VIII do art. 2° desta Lei.

CAPÍTULO IV
DA DIFUSÃO DO LIVRO

Art. 13° Cabe ao Poder Executivo criar e executar projetos de acesso ao livro e incentivo à leitura, ampliar os já existentes e implementar, isoladamente ou em parcerias públicas ou privadas, as seguintes ações em âmbito nacional:

I - criar parcerias, públicas ou privadas, para o desenvolvimento de programas de incentivo à leitura, com a participação de entidades públicas e privadas;

II - estimular a criação e execução de projetos voltados para o estímulo e a consolidação do hábito de leitura, mediante:

a) revisão e ampliação do processo de alfabetização e leitura de textos de literatura nas escolas;
b) introdução da hora de leitura diária nas escolas;
c) exigência pelos sistemas de ensino, para efeito de autorização de escolas, de acervo mínimo de livros para bibliotecas escolares.

III - instituir programas, em bases regulares, para a exportação e venda de livros brasileiros em feiras e eventos internacionais.

IV - estabelecer tarifa postal preferencial, reduzida, para o livro brasileiro;

V - criar cursos de capacitação do trabalho editorial, gráfico e livreiro em todo o território nacional.

Art. 14° É o Poder Executivo autorizado a promover o desenvolvimento de programas de ampliação do número de livrarias e pontos de venda no País, podendo ser ouvidas as Administrações Estaduais e Municipais competentes.

Art. 15°. (VETADO)

CAPÍTULO V
DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 16° A União, Estados, Distrito Federal e Municípios consignarão, em seus respectivos orçamentos, verbas às bibliotecas para sua manutenção e aquisição de livros.

Art. 17° A inserção de rubrica orçamentária pelo Poder Executivo para financiamento da modernização e expansão do sistema bibliotecário e de programas de incentivo à leitura será feita por meio do Fundo Nacional de Cultura.

Art. 18° Com a finalidade de controlar os bens patrimoniais das bibliotecas públicas, o livro não é considerado material permanente.

Art. 19° Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 30 e outubro de 2003; 182º da Independência e 115º da República.

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Márcio Thomaz Bastos
Antonio Palocci Filho
Cristovam Ricardo Cavalcanti Buarque
Jaques Wagner
Marcio Fortes de Almeida
Guido Mantega
Miro Teixeira
Ricardo José Ribeiro Berzoini
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